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12/08/2004
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O Brasil tem um único bicampeão olímpico, Adhemar Ferreira da Silva, que foi ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque-52 e Melbourne-56. Foi a primeira conquista do país no atletismo, modalidade que, hoje, mais rendeu medalhas olímpicas ao lado do iatismo.

Foto Acervo/Gazeta Press
Adhemar Ferreira da Silva - bicampeão olímpico: um feito histórico a ser igualado

Mas nos Jogos de Atenas, nenhum representante do atletismo poderá igualar o feito de Adhemar. Quem tem mais chances de conseguir isso é um velejador. Robert Scheidt foi ouro na classe Laser em Atlanta-96 e esteve bem perto de repetir o feito em Sydney-00, mas acabou com a prata. Esse ano, ele tenta ocupar o topo do pódio mais uma vez. “As pessoas já batiam muito nesta tecla em Sydney, quando eu tinha chance de ser bicampeão. Se der, ótimo, mas não vou ficar dormindo pensando nisso”, garante o heptacampeão mundial.

Ainda no iatismo, a dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira já tem uma conquista olímpica na bagagem e vai tentar a segunda na Grécia. Eles venceram a classe Star em Atlanta e foram bronze em Sydney. Torben tem outro bronze na Star, conquistado ao lado de Nelson Falcão, nos Jogos de Seul-88, e foi ainda prata pela Soling nas Olimpíadas de Los Angeles-84. É o brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas, ao lado do nadador Gustavo Borges.

Fora da água, outros três atletas vão a Atenas em busca do bicampeonato. Na areia, Sandra, campeã do vôlei de praia com Jaqueline, quando a modalidade foi incluída no programa olímpico, em Atlanta, volta como uma das favoritas. Agora ao lado de Ana Paula, que foi campeã na quadra.

A seleção masculina de vôlei também chega bem cotada ao torneio. E dois integrantes podem se despedir das quadras com dois ouros. O levantador Maurício perdeu a posição de titular, mas segue como um dos líderes do grupo. Giovane se mantém como um dos atacantes fundamentais da equipe.

“Há uma ansiedade muito grande, mas nada fora do normal. Eu e o Giovane sabemos o gostinho do que é ser campeão olímpico e, por isso, nos empenhamos tanto para fazer parte do grupo que vai a Atenas”, diz o veterano Maurício. “Todo sacrifício valeu a pena porque hoje estou aqui. Esse ano é muito especial”, completa.

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