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Brasil faz história
entre os "coadjuvantes"
Por Fernando Narazaki
Se na briga pelo pódio o Brasil desapontou algumas
expectativas e teve dois pódios a menos que em
Sydney-2000, a Olimpíada de Atenas terá
um espaço de luxo para muitas modalidades pouco
valorizadas no país.
Mesmo com investimento reduzido e um intercâmbio
limitado, os representantes de pelo menos seis modalidades
terão motivos para guardar a competição
grega em um espaço precioso. Com os Jogos, as
equipes superaram recordes e ainda conseguiram visibilidade
na mídia.
Alguns dos esportes já fizeram história
antes mesmo do início das competições.
A luta recolocou um representante nas Olimpíadas
após 12 anos, enquanto a esgrima feminina rompeu
uma ausência de 68 anos. Na ginástica artística,
o Brasil jamais havia classificado uma equipe com seis
representantes, feito atingido pelas mulheres, e ainda
interrompeu a seqüência de 12 anos fora da
competição masculina. O remo teve em Fabiana
Beltrame a primeira remadora na história.
Com o início dos Jogos, outros tabus foram derrubados.
O brasiliense César Castro igualou a marca de
Helsinque-1952 e se classificou para a final do trampolim
3m. Na plataforma, Juliana Veloso conseguiu o melhor
desempenho feminino com o 16º lugar, ao lado de
Mary Dalva Proença, em Melbourne-1956.
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Foto: COB/Divulgação
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| Diogo Silva comemorou primeira vitória
nacional no taekwondo, mas ficou fora do pódio
na última luta. |
Apesar de terminar em uma frustrante décima
posição, o handebol masculino comemorou
a segunda vitória olímpica, ao bater o
Egito, no único resultado positivo da delegação.
Entre as mulheres, foram dois triunfos, que deixaram
o time em sétimo lugar. Se voltou sem pódios,
a natação comemorou cinco recordes sul-americanos
e o bom desempenho de jovens como Joanna Maranhão
e Thiago Pereira, ambos de 17 anos e finalistas nos
400m e 200m medley, respectivamente.
Até mesmo em um esporte relegado a segundo plano,
o Brasil superou tabus. Diogo Silva foi responsável
pelo primeiro triunfo nacional no taekwondo em Olimpíadas.
Dois dias depois, Natália Falavignia ficou em
quarto lugar na mesma modalidade, igualando o melhor
desempenho feminino na história dos Jogos em
uma prova individual: o quarto lugar de Aída
dos Santos no salto em altura em Tóquio-1964.
Agora, resta saber se "os coadjuvantes" finalmente
terão o apoio que tanto aguardam para voltar
a bater marcas históricas em Pequim, ou se voltarão
ao limbo do ostracismo para, enfim, torcer por um novo
desempenho heróico em 2008.
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