Estados Unidos voltam ao trono nas quadras de basquete
Por Marta Teixeira
Fotos AFP |
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| Estado Unidos: campeões
absolutos de basquete |
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| A união do grupo após o afastamento de Iziane não foi suficiente para o Brasil passar da primeira fase |
Demorou oito anos para os Estados Unidos voltarem a comemorar o domínio absoluto do país no basquete olímpico. Os Jogos de Pequim assistiram à consagração das duas seleções norte-americanas com 100% de aproveitamento nos jogos.
As meninas foram tetracampeãs consecutivas com o terceiro ouro em cima da Austrália, atual campeã mundial. Festa para Lisa Leslie, única a participar das três campanhas anteriores.
Mas a grande expectativa estava mesmo sobre os rapazes. Com o desafio de recuperar a primeira posição perdida em Atenas-2004, quando foram “apenas” bronze, os norte-americanos ressurgiram. Até a final, quando enfrentaram as maiores dificuldades para vencer a Espanha por 118 a 107, os Estados Unidos tinham ganhado todos os jogos com pelo menos 21 pontos de vantagem.
“Com muito respeito à Espanha, mas os Estados Unidos estão de volta ao topo”, comemorou o ala LeBron James, após a conquista do 13º título olímpico do país. Até hoje, os EUA só não venceram a competição em 1972, 88 e 2004.
Após o naufrágio no Mundial de 2002 (6ª colocação), ficou evidente que era preciso mais que talento individual para ser campeão no mundo e investiram na coletividade com James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony formando a base.
Na reta final, Kobe Bryant e Jason Kidd ajudaram a concretizar o projeto do técnico Mike Krzyzewski. “Jogamos com grande personalidade em um dos maiores jogos da história do basquete internacional”, destacou o treinador.
Mas nem tudo foi sucesso absoluto na China. Representante solitária do Brasil na competição (terceira vez seguida), a seleção feminina terminou na modesta décima colocação com apenas uma vitória na fase de classificação sobre a Bielo-Rússia.
Foi o pior resultado da equipe desde que começou a disputar o torneio em Barcelona-92. Na Espanha, as brasileiras ficaram em sétimo. Depois foram vice-campeãs (Atlanta-96), bronze (Sydney-2000) e quarta colocadas (Atenas-2004).
Com apenas quatro remanescentes do Mundial-2006, a classificação olímpica veio apenas com a última vaga na repescagem mundial, quando o time ainda perdeu a cestinha Iziane, excluída pelo técnico Paulo Bassul por indisciplina. O treinador apostou na força do grupo, mas o coletivo não surtiu o efeito esperado. “O fato de estarem lá já é um grande prêmio”, incentiva Hortência. “Mas acho que elas poderiam ter ido um pouco melhor”.
Apesar de não acreditar que o resultado fosse diferente mesmo com Iziane, Hortência admite que são necessários reforços. “Ela faz falta, mas é coisa passada que não tem jeito. Faltam peças que terão de encontrar nestes quatro anos. Precisamos ter uma jogadora que defina mais para jogar de pivô embaixo da cesta”.
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