| China cumpre meta e supera EUA. Cuba fracassa com 28º lugar.
Emanuel Colombari e Gustavo Oliveira, especial para GE.Net
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| Além da beleza dos estádios e cerimônias, China deu um show também no quadro de medalhas |
A emergente China tinha objetivos muito além dos econômicos quando lançou a candidatura de Pequim a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2008. Sete anos depois de ter sido confirmada pelo COI como anfitriã das competições, a capital chinesa é palco de uma conquista esportiva bastante aguardada: a liderança do quadro de medalhas.
Com 51 ouros, 21 pratas e 28 ouros, a China fechou as Olimpíadas com exatas 100 medalhas. Dez a menos que os americanos, que ganharam 36 ouros, 38 pratas e 36 bronzes.
A conquista chinesa não surpreende, já que o milagre econômico recente teve seus reflexos também no já incentivado esporte do país. Desde o início da década, o país se transformou em um verdadeiro canteiro de obras esportivo, recebendo investimentos na construção de arenas, na contratação de treinadores e no patrocínio de equipes. Os resultados acabaram sendo colhidos nas Olimpíadas, encerradas neste domingo.
O fato de ter competido em casa, é claro, ajudou no desempenho da China. Os chineses tinham vagas em todas as disputas, por serem os anfitriões, e o apoio massivo das arquibancadas os empurrou às vitórias. Pese ainda o fato de os chineses não precisarem de adaptação ao clima e ao fuso horário, e a equação ganha uma resposta simples. Ou quase.
Há que se considerar que, até a década de 80, o país havia disputado os Jogos apenas em 1952, e sem qualquer destaque. Em 1984, porém, os chineses encerraram o longo hiato na competição, causado pela instabilidade política do país, e desembarcaram para concorrer em Los Angeles. Resultado: 15 medalhas de ouro, oito de prata e nove de bronze.
Desde então, os chineses vêm em uma ascensão constante no quadro geral de medalhas de Olimpíadas, garantindo o quarto lugar em 1996, o terceiro em 2000 e o segundo em 2004 – este último, com 32 medalhas de ouro, contra apenas 36 dos EUA.
Jogando em casa, a China construiu sua ampla vantagem graças às modalidades individuais. Foram nove ouros na ginástica artística (sendo três com Kai Zou, que venceu a final masculina do solo), oito no levantamento de peso, sete nos saltos ornamentais, cinco no tiro esportivo, quatro no tênis de mesa, três no badminton e outras três no judô. A China era tão favorita que conseguiu medalhas de ouro até em esportes nos quais não tem tradição, como boxe (Shiming Zou e Xiaoping Zhang), esgrima (Man Zhong) e vela (Jian Yin).
Mesmo com as decepções de ídolos como Liu Xiang, que se contundiu e sequer participou da final masculina dos 110m com barreiras, a China começa a emplacar ídolos mundiais. Nem mesmo os oito ouros de Michael Phelps na natação salvaram a liderança dos EUA, que não perdiam o posto no quadro de medalhas desde 1992.
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Fidel Castro reclamou de "máfia da arbitragem", mas Cuba não mostrou a mesma força esportiva nos Jogos |
A queda de Cuba
Uma das maiores potências do boxe, Cuba deixou os Jogos de Pequim sem nenhuma medalha de ouro da modalidade. Esse é o ápice de uma campanha pífia de um país que figurava sempre entre os maiores vencedores.
Sem considerar as Olimpíadas de Los Angeles-1984 e de Seul-1988, boicotadas pelo país, esta é a primeira vez desde os Jogos de Munique-1972, quando conseguiu o até então inédito ouro na modalidade, que Cuba não tem um campeão no boxe.
Neste Jogos, o país conquistou apenas dois ouros, 11 pratas e 11 bronzes. |