Brasil decepciona e China domina na ginástica
Por Carolina Canossa
Foto: AFP |
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| Diego caiu sentado e perdeu chance
de pódio |
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| Equipe de ginástica foi à final pela primeira vez |
As previsões dos especialistas antes dos Jogos Olímpicos de Pequim indicavam que o Brasil teria ao menos uma medalha na ginástica: campeão mundial no solo em 2005 e 2007, Diego Hypólito chegava à China no auge de sua forma, a despeito de contratempos como uma cirurgia no joelho e o diagnóstico de dengue durante a preparação.
Havia ainda a expectativa de um bom desempenho de Jade Barbosa, a emotiva e talentosa ginasta descoberta pela comissão técnica ucraniana que comanda a equipe do Brasil. Até mesmo Daiane dos Santos poderia se redimir do quinto lugar em Atenas-2004. Os mais otimistas sonhavam com um pódio na final por equipes, com uma dose de sorte.
Tudo, porém, não passou de mera hipótese. A equipe brasileira de ginástica sofreu com uma apresentação abaixo do esperado, Jade não suportou a pressão pelo pódio no salto e individual geral, prova na qual Ana Cláudia Silva também participou sem conseguir chegar ao pódio. Por sua vez, Daiane esteve longe de sua melhor forma no solo. Já Diego protagonizou um dos momentos mais marcantes destas Olimpíadas.
O atleta entrou no tablado com amplo favoritismo, depois que seu principal rival, o romeno Marian Dragulescu, errou e caiu durante a apresentação. Aparentando grande confiança, Diego executou muito bem movimentos extremamente difíceis e dava a impressão de o ouro ser apenas uma questão de minutos. Entretanto, quando faltava apenas uma última e simples passagem, o inacreditável aconteceu: o brasileiro se desequilibrou, caiu sentado e perdeu suas chances de pódio.
“Jamais esperei que isso pudesse acontecer. Era um elemento que realizava há anos e eu nunca havia errado”, lamentou o atleta, com lágrimas nos olhos. “Estou muito decepcionado, pois eu esperava uma medalha. Peço desculpas aos brasileiros”, afirmou.
Diego não foi o único a falhar em um momento decisivo. Considerada a melhor ginasta da China, Fei Cheng sucumbiu à pressão e conquistou apenas bronze na trave e no salto, além de ficar fora do pódio no solo, sua especialidade. Seu único ouro veio na disputa por equipes, vencida pelos donos da casa, que, aliás, dominaram a classificação geral da modalidade: das 42 medalhas distribuídas, os chineses arrebataram 14, freqüentando nove vezes o ponto mais alto do pódio.
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